A tecnologia
está avançando cada vez mais rápido. Novidades surgem no mercado com
frequência. As pessoas se acostumaram a passar mais tempo no computador, na
internet, com o celular na mão ou jogando, do que fazendo qualquer outra
atividade, como por exemplo, ler. Num mundo onde textos são resumidos a 140
caracteres, grande parte das pessoas deixam os livros de lado, esquecendo-se do
bem que nos fazem.
Mesmo que muitos
não peguem num livro há muito tempo, felizmente existem aqueles que não abrem
mão do cheiro de livro novo, de virar as páginas com cuidado para não amassar,
e de se colocar no lugar de cada personagem. É inegável como um livro
pode abrir a mente e levar o leitor para lugares que definitivamente são
mágicos.
De acordo com a
colunista Marina Carvalho do site da editora Novo conceito, “nos Estados
Unidos, 50% dos livros de ficção vendidos em 2012 eram e-books e na área de
não-ficção esse número chegava a 25%. No Brasil, a DLD, maior distribuidora de
livros digitais do País (que distribui de forma exclusiva os e-books das
editoras Novo Conceito, Objetiva, Record, Planeta, Rocco, L&PM e Sextante),
vendeu 50 mil exemplares digitais em dezembro de 2012, com um crescimento de
900% com relação a dezembro do ano anterior(...).Os e-books representariam apenas
2,63% do mercado editorial brasileiro”.
Todas as
tecnologias são válidas e com certeza ajudam bastante no dia-a-dia.
Aline Bispo, universitária de Letras Português, opta por livros
convencionais, “prefiro livros concretos, com capa e tudo. Até porque tenho
problema de vista e não posso usar computador por muito tempo. Outra coisa
legal dos livros impressos é que você pode dar de presente e fazer dedicatórias. Adoro o cheiro
de livros, novos ou velhos, e a ideia de ter uma coleção deles na prateleira é
muito bacana”.
Para outras
pessoas a proposta é muito boa, “vários materiais diferente no
alcance de um toque, um clique. É muito mais prático, e eu que não faço questão
de colecionar, leio e apago. Nada de ocupar espaço nem em prateleira, nem na
memória do pc” respondeu Lucas, de 17 anos, estudante do ensino
médio ao receber a mesma pergunta.
São opiniões diferentes,
mas para as autoras que vos escreve, entrar numa biblioteca ou livraria e
passar as mãos nos livros, escolher o que mais agrada e se dedicar a ele
por algum tempo, nunca vai ser igual a passar o dedo em
telas deslizáveis e tocar em um título.